sexta-feira, maio 29, 2009

Não é Adeus nem despedida...

Não sei como falar, não sei como explicar, não sei nem por onde começar. Não é adeus nem despedida, é uma pausa em nossas vidas que acho que precisamos colocar. Só não sei se essa pausa vai se estender e confirmar que juntos não devemos mais ficar e que precisamos estar livres para em busca de outros sonhos nos lançar. As dificuldades têm sido como tempestades e na distância não existe nenhuma originalidade. O amor, aquele que é de verdade, tem urgência e necessidade de ser vivido intensamente e o que temos tido não tem sido coerente com o que sentimos e buscamos. A maior parte do tempo é saudade e dor que habita nossos corações. Não merecemos viver de esperas e ilusões, de poucas entregas e tantas tentações. Talvez tenhamos nos encontrado no tempo e local errado, talvez o nosso grande pecado tenha sido sonhar tão alto e com isso ter dado um salto que à parte alguma tem nos levado. Acho que precisamos amadurecer a idéia de que nossas vidas precisam acontecer e que para isso elas necessitam de certezas. Não é adeus nem despedida, quero apenas dar a nós dois o direito de vivermos uma nova vida e fazermos novas tentativas. O amor não ficará de lado, pra sempre trarei guardado tudo que você representou pra mim e eu sei que com você também será assim. Mas, acredite, não é adeus, jamais poderia ser despedida, apenas uma opção muito dolorida.

Dois corações solitários...

Somos dois corações solitários Em busca das emoções perdidas, Mas nunca esquecidas, Quando nos encontramos resgatamos nossos sonhos mais antigos, Voltamos a ser adolescentes inconseqüentes...rs O desejo a flor da pele A sensação maravilhosa De ter de novo o coração batendo forte Aquele desejo insano de ficar juntinhos Aquela vontade louca do "quero, não quero"A respiração ofegante A umidade que pouco a pouco invade nosso corpo As pernas tremendo A respiração quase parando Mas chega a hora do Adeus... até amanhã... E nossos corações solitários Já não estarão tão sós, Teremos um ao outro Nem que seja em pensamento Até o próximo encontro.
Quando estou só meu pensamento voa, Vai livre por aí, corre solto junto ao vento, Numa busca incessante, quase em desespero, Tentando nesse afã encontrara alma que me completa, Companhia perdida em algum momento, numa curva do meu caminho, Não percebi quando, nem sei se um dia o tive, Porém, a solidão me lembra, existe um vazio que eu quero preencher! Oh amor que eu não conheço, apareça, deixe-me encontrá-lo, Tire o disfarce, mostre seu rosto, seu sorriso lindo, Venha iluminar meus dias, afastar pra longe de mim, esta solidão que me consome.

sábado, fevereiro 14, 2009

DEUS, RAZÃO DE TUDO!

Deus é a brisa da manhã que toca suavemente o seu rosto, é a força do mar que vai e vem em doce balanço. Deus é o primeiro raio de sol que aquece seu corpo, é também o último, que traz a noite para o teu descanso. Deus é a gota de chuva que renova a vida, é o cheiro da terra molhada que se espalha pelo vento. Deus é a calma do crepúsculo, é o mar sem revolta, é o infinito do céu azul que te cobre a cabeça. Deus é misericordiosa planta, que cede seus elementos para a cura das tuas feridas. Deus é a sabedoria dos que se dedicam a ensinar, curar, ouvir, diagnosticar, consolar, dividir. Deus é a bendita fruta que te alimenta. Deus não subtrai, soma, multiplica, e por amor a todos nós, dividiu seu Filho mais amado com quem não soube reconhecer a sua Luz. Deus é amor, é vida e justiça, e por tantas coisas que nos oferece, nós agradecemos e pedimos humildemente, que nossa casa, seja digna de receber um pouco da sua Grandiosa Luz, através do seu filho, nosso querido e amado, Jesus. Que Ele esteja em sua casa ainda hoje e te dê a vida com abundância, afinal de contas, você é uma das pessoas mais importantes na lista de Deus!

A VERDADEIRA AMIZADE NÃO PRECISA DE PALAVRAS!


Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador. Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo.À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou : "Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu". Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando : "Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter". Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção.Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro.